terça-feira, março 13, 2007

I see my true colors, that´s why I love me.

É lindo esse anúncio da Dove. Bacana esse negócio de real beleza, né? Ser e gostar de ser exatamente como a gente é!!

Eu não gostava de mim. Porque eu precisava ser perfeita, para me sentir especial, amada. Tentei ser perfeita em muitas coisas, mas a verdade é que eu queria ser bonita.

Lá em casa, o que era prá uma filha, era para a outra. Famílias agem assim, para mostrar que o amor é igual. Mas na prática era diferente. Minha irmã tiranizava e era adorada pela família. Toda atenção era para ela.

Aos meus olhos de criança, ela era amada, e eu não, ela era bonita, afinal meus pais a fizeram rainha na escola, bonequinha em desfiles, ela participou de concursos de beleza e em casa tinham muitas fotos dela.

Portanto não havia tratamento igual, isso era falso. A família não me amava e só podia ser porque eu não era bonita, quase nem tinham fotos minhas. Perceber só fazia com que eu me sentisse subestimada e ressentida.

Não era bonita e nunca consegui ser perfeita, porque, se por um lado queria ser bonita, lembrava que não era, porque não era amada por minha família, por outro lado, eu achava que isso não era assim tão importante.

Talvez lá no fundo eu soubesse que quanto mais eu fosse perfeita para eles, menos eu seria para mim. Porque ser bonita apenas não importa. Minha irmã era bonita, mas seu comportamento sempre me pareceu feio. Intrigueira, fofoqueira, competitiva, mal-educada, imatura e mimada demais.

Até hoje isso me incomoda um pouco, porque vejo homens querendo que as mulheres tenham 25 anos a vida toda, e as mulheres querendo que os homens sejam os descamisados da novela das sete. Perfeitos para o mundo, e amados por todo mundo, porque o mundo finge que é perfeito.

Assistir a esse anúncio, lembrar dessa música me fizeram pensar em como me cobrei, me viciei, sofri. Continuo afastada da minha família, nada mudou e hoje eu não preciso mais ser amada por eles.

Reikiana que sou, devia ter aprendido há mais tempo a me amar e me colocar em primeiro lugar. Quando estamos em primeiro lugar, de nós só saem bons sentimentos e boas atitudes que atraem o mesmo.

Às vezes penso no tempo que perdi, mas nunca é tarde, eu ainda estou por aí, sou bonita, porque não sou perfeita. E me amo, do jeito que eu sou. Isso é o bastante!

Gosto de descobrir novas vozes, no nome da moça está o link para quem quiser ouvir a música toda.



True Colors
Laya Jane
Tradução

You with the sad eyes
Don't be discouraged
I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness, inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don't be unhappy, can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I'll see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
Your true colors
Your true colors
Shining through
I see you true colors
That´s why I love you
So don't be afraid to let them show
You are beautiful,
Like a rainbow.

11 comentários:

Dono do Bar disse...

Essa música não era da Cyndi Lauper? Bem, eu sou velho e lembro bem dos anos 80. Sabe, moça, eu te entendo bem, principalmente pelo fato de que uma criança se sente diminuída nesses casos. Mas não se pode ser criança sempre, não é?

Beijos!

DB.

Fernanda disse...

Com já te disse, na minha família meu irmão era tudo e eu a gata borralheira, mas creio que nessa preferência o fator projeção dos sonhos, conta muito... Os pais "escolhem" o filho que tem mais identificações com eles... Sempre pensei muito diferente de todos, portanto, não podia ser a queridinha...

Ainda bem que já virei essa página... Mas de vez em quando ainda dói...

J@de disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
J@de disse...

DB querido, Cindy Lauper gravou sim, e eu acabei de baixar com Phill Colins, não lembrava que ele tinha gravado. Mas com essa moça aí ficou lindo demais, bem eu gosto de "capela"!!
Assim como a Fernanda eu virei a página, mas ainda dói um pouco...
Beijos!!

Solange A. disse...

Pati, entendo o que você sentiu na época. Alguns pais realmente fazem certa diferença e isso acaba machucando a criança sem querer. As vezes fazem diferença até para os filhos adultos. Entretanto, quem não erra nesta vida né? Somos muito imperfeitos, infelizmente...
Mas fico feliz que você tenha virado esta página, por mais que não quisesse que as coisas tivessem sido encaminhadas desta forma.
Pô, tô doida pra te ver cabeluda! Desde que te conheço, é a primeira vez que suas madeixas estão deste tamanho.
Beijo enorme

Rubina disse...

Dói sempre, mas é como dizem, também deixamos de ser crianças e temos que fazer um esforço para andar para a frente, senão passamos a vida a olhar para trás. Lindo texto Jade :)

Emilia disse...

J@de, you are beautiful, like a rainbow!! Vc é mesmo!
Que belissimo texto Vc escreveu e sobretudo, sentiu. E que bem escolheu essa canção, linda e com interpretação fabulosa. Vc chegou a um estadio de maturidade que lhe dá serenidade e sabedoria.E isso aumenta sua beleza.
Bjos

J@de disse...

Sol vou botando fotos a medida que a juba for crescendo!! hehehehe!!

J@de disse...

Obrigada Rubina, dói mas a gente cresce mesmo né?

J@de disse...

Emília, sempre gentil e carinhosa, obrigada pelas palavras... um beijo prá você!!

Joana disse...

lindo o texto que você escreveu, é muito bom admitir essas coisas e nos apercebermos do que nos atormentou a vida toda, o que falhamos e principalmente destas alturas em que tentamos ser quem não eramos...Eu também já fiz essa tentativa e foi muito falhada, só atingimos o sucesso quando somos o que somos, sem inventar e sem tentar ser outra pessoa diferente! por mais defeitos, mau feitio, etc. as pessoas gostam de nós e nos respeitam quando nós gostamos de nós próprios e nos respeitamos...
Bjão