segunda-feira, junho 11, 2007

Conflito

Petrúcio Maia / Climério

Ah, meu coração que não entende
O compasso do meu pensamento
E o pensamento se protege
E o coração se entrega inteiro e sem razão
Se o pensamento foge dela o coração a busca aflito
E o corpo todo sai tremendo,
Massacrado e ferido no conflito


Hoje é dia de ruminar muita coisa, muitas sensações, muitos acontecimentos emocionais, e apesar de estar sinceramente tranqüila, trago uma tristeza que hoje nada tem a ver com depressão.

De sua curta participação em minha vida duas coisas minha mãe me ensinou muito bem ensinadinhas. Não ser intrometida, nem inconveniente. Quando eu falo de respeito, é um comportamento verdadeiro, embora em algumas situações, imposto a duras penas.

Nunca leio blogs com a intenção de me intrometer na vida alheia, não julgo, não condeno e não sou a dona da verdade. Ninguém tem esse direito, e eu não dou esse direito a ninguém.

Tampouco me iludo que vou encontrar os melhores amigos da minha vida, ou um namorado através do blog porque sei que raros são os conhecimentos virutais que tornam-se reais. Pela distância, pelas dificuldades normais da vida, embora isso não seja regra geral, na rede somos efêmeros e descartáveis.

Mas algumas dessas relações tornam-se amigáveis sim, mas eu nunca conto que quando eu estiver na merda alguém virá correndo me dar a mão, porque também não conto com as pessoas reais da minha vida.

A gente só aprende pelo amor ou pela dor, e quando eu aprendo, geralmente não volto a errar, porque quando peço ajuda a um amigo, estou preparada para ouvir o que vier, não o que eu gostaria de ouvir.

Estou triste porque eu não sou uma pessoa boa, não sou capaz de voltar atrás, não sou capaz de ser incondicional. Sei anistiar e sei me anistiar, mas quando algo morre dentro de mim, não rescussita mais.

Esfinge passou um meme. O meu é esse. Não vou repassar para ninguém porque hoje não espero recíproca nem retorno.

"Não me importa saber se é estreito o caminho, ou se são duras as penas impostas pelo rito, eu sou o dono de meu destino, sou o capitão da minha alma."
William Ernest Henley

4 comentários:

Suzi disse...

pra entender tudo o que tá rolando, acho que eu teria de reler o post anterior (que não vejo mais) e comentários, e outros blogs e tals.
como não é preciso entender tudo para concordar ou discordar, para se solidarizar, meu comentário vai ser apenas o seguinte:
"nada do que fazemos tem importância, se não tocamos o coração das pessoas."
Tá lá no perfil da Suzi, tá aqui gravado no coração. E acho que no seu também.

Beijo, moça.
Boa semana.
Em paz.
Com vida.
E, continuamente, com toques no coração.

Marcelo disse...

Concordo com todas as suas linhas.
Não devemos mesmo esperar encontrar nada de verdadeiro ou nenhuma reciprocidade essencial aqui em blogs ou em sites de relacionamentos.
É tudo muito efêmero e descartável, como você bem definiu.
Porém é bem legal sabermos com quem podemos contar quando estamos na merda.
E isso vale aqui, ali e acolá.
Amei seu texto, equilibrado e sereno como de costume.

Beijos, mocinha.

Ale e Leo disse...

J@ade,
so posso dizer que nesse tempo todo que te leio, eu aprendi a respeitar seus valores (mesmo que virtuais).
Acho que vc consegue ser mto clara e sincera no que escreve.
Não vou perguntar o que houve, porque etc etc.
So te digo... que nao conheço ninguem mais claro e transparente em tudo que diz, em sentimentos do que vc.
Te adoro amiga...
e vamos que vamos....

Beijo

Cin disse...

Bom não estou mto a par do que aconteceu, então só me resta desejar que ventos bons voltem a pairar por ai.
Beijos moça linda!