quarta-feira, julho 18, 2012

Ela é a dona de tudo, ela é a rainha do lar, ela vale mais para mim que o céu, que a terra, que o mar...

Mamãe
Agnaldo Timóteo

Há muito tempo eu queria falar sobre ser mãe e criar filhos. Não estou muito dentro do padrão social de maternidade. Padrão aliás que não entra muito bem na minha cabeça, porque acho que há uma grande confusão entre ser mãe e se anular.

Em nossa sociedade parece que quando uma mulher quando torna-se mãe, ela deixa de ser um indivíduo e muitas mulheres acham isso até bacana. Sentem-se com mais valor na sociedade, porque são mães.
A igreja católica supervaloriza Maria, mãe de Jesus e eu tenho a impressão de que muita mulher se sente a própria.

E a culpa? Ah a culpa, grande companheira que preenche o vazio da mãe que se anulou por seu filho!
Muita gente acha que ser mãe é perder a privacidade, deixar de comer, de trabalhar e de fazer sexo! Ser mãe é padecer no paraíso!

É fato que a maternidade nos muda bastante, por causa dos hormônios, mas a gente precisa ter consciência de que há todo o resto na nossa vida.

E os filhos, são para o mundo, você faz o melhor que puder e se eles quiserem estar por perto o resto da sua vida, ótimo, se não, paciência!

E é aí que cria-se a confusão, porque muitas mães permitem tudo a seus filhos e vão até o inferno para defendê-los, superprotegendo em vez de ensinar noções de responsabilidade e consequência para o futuro.
Dessa forma seus filhotes nunca deixam de ser filhotes, sempre vão depender dela para tudo!

Conscientemente ou não, não acho que essa seja é a melhor forma de agradecer ao universo a grande dádiva que é ter um ser sob sua responsabilidade.

Tem mulheres que se comparam a uma onça. Mas alguém já viu uma onça dando uns tabefes no seu filhote? Felinos em geral, dão uns tabefes sim. Por quê? Porque se elas não derem, a vida vai dar. E o filhote tem que ficar esperto!

Os animais sabem que assim que puderem se manter sozinhos, seus filhotes vão sair de perto.

Eu detesto ser cobrada e detesto gente folgada! Então ensinei meu filho a fazer coisas, a ter responsabilidade e a lidar com as consequências.

Dei o que pude, enquanto pude e sei que muita coisa ele não aproveitou, e, muito embora eu quisesse que ele fosse igual a mim, sei que ele não é.

Não sou perfeita, mas tenho bastante tranquilidade de que fiz o melhor que pude, e a culpa, quando vem (quem é completamente livre de culpa né?) eu administro melhor.

4 comentários:

Cristina disse...

Eu tentei ser mãe por anos... nunca consegui.
Passei a observar minhas amigas mães. Como elas se tornaram chatas... tontas. Eu acho legal vc valorizar seu filho, mas tem mãe que exagera. A criança é o capeta e para mãe é um santo.
Isso me irrita nas mães atuais.
Minha mãe sempre me ensinou a buscar minhas coisas desde cedo. E eu sou grata por isso. Me elogiava mas apontava minhas falhas.
Gostaria de ser uma mãe como ela foi para mim.

Flor de Lótus disse...

Bom dia,Patricia!Ser mão é uma responsabilidade tremenda e eu concordo contigo nem por isso podemos nos anular deixar de viver,ou viver só em função dos filhos eles são para o mundo mesmo não tem jeito,mais cedo ou mais tarde eles bateram asas e voarão.E quanto melhor preparado eles estiverem preparado melhor.
Uma ótima semana!
Beijosss

Marcos disse...

Criar filhos e se aniquilar não ajuda na formação do carater dele. Alias deixa a mãe sem viver a propria vida e quando o filho cresce e vai embora ela tenta voltar a viver, e sabe? Não consegue se enquadrar mais.

Otima sua reflexão e as mães deveriam ser mais leoas e menos cangurus.

Dama de Cinzas disse...

Hoje resolvi tirar um tempo para visitar os blogs amigos!

Realmente ser mãe não deve ser algo fácil, eu mesma não tenho noção da mãe que seria se tivesse filho. Uns momentos acho que seria tão rígida que sufocaria, outras acho que seria relapsa, e só em alguns poucos momentos acho que seria boa... rs.

De qualquer maneira conheço seu filho e acho que fez o seu melhor.

Beijocas